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24 de mar. de 2012

O que é produção Orgânica

O que é Agricultura Orgânica?
Fonte: http://www.prefiraorganicos.com.br

Os produtos orgânicos são cultivados sem o uso de agrotóxicos, adubos químicos e outras substâncias tóxicas e sintéticas. A ideia é evitar a contaminação dos alimentos ou do meio ambiente. O resultado desse processo são produtos mais saudáveis, nutritivos e com mais qualidade de produção, o que garante a saúde de sua família e a do Planeta.

A agricultura orgânica busca criar ecossistemas mais equilibrados, preservar a biodiversidade, os ciclos e as atividades biológicas do solo. Esta é a razão pela qual o agricultor orgânico não cultiva produtos transgênicos, pois ele não quer colocar em risco a diversidade de variedades que existem na natureza.

Verduras, legumes, frutas, castanhas, carnes, pães, café, laticínios, sucos e outros produtos "in natura" e processados, só podem ser considerados orgânicos se forem cultivados dentro de ambiente de plantio orgânico, respeitando todas as regras do setor.

O comércio de produtos orgânicos no Brasil, bem como no mundo, depende da relação de confiança entre produtores e consumidores e dos sistemas de controle de qualidade. As leis brasileiras abriram uma exceção à obrigatoriedade de certificação dos produtos orgânicos para agricultura familiar que hoje pode vender os orgânicos diretamente aos consumidores finais. Para isso, porém, os agricultores precisam estar vinculados a uma Organização de Controle Social - OCS.

O que é agroecologia?

É uma nova abordagem que integra os conhecimentos científicos (agronômicos, veterinários, zootécnico, ecológicos, sociais, econômicos e antropológicos) aos conhecimentos populares para a compreensão, avaliação e implementação de sistemas agrícolas, com vistas a sustentabilidade. Não se trata de uma prática agrícola específica ou um sistema de produção.

O que é um ecossistema?

Um sistema funcional de relações complementares entre os organismos vivos e seu ambiente, que apresenta limites no espaço e no tempo para manter um contínuo equilíbrio dinâmico. Pode-se ter ecossistemas naturais ou manipulados pelo homem, como os agroecossitemas.

O que é um agroecossistema?

É a interpretação, avaliação e manejo do sistema agrícola, a exemplo de um ecossistema. Permite conduzir a produção com base nas interrelações entre os elementos constituintes desses sistemas, como homem e recursos naturais (solo, água, plantas e organismos e microrganismos) e entre outros sistemas externos, sob o aspecto econômico, social, cultural e ambiental. Assim, nos agroecossistemas é considerado o complexo conjunto das interações biológicas, físicas e químicas que determinam o processo de obtenção e manutenção em longo prazo da produção, que não se restringe à preocupação isolada com as saídas dos sistemas (produtividade ou rendimento das atividades agropecuárias).

Como surgiu o termo agricultura orgânica que usamos hoje em dia?

Na década de 1920 surgiram, quase que simultaneamente, alguns movimentos contrários à adubação química, que valorizavam o uso da matéria orgânica e de outras práticas culturais favoráveis aos processos biológicos. Esses movimentos podem ser agrupados em quatro grandes vertentes: agricultura biodinâmica, orgânica, biológica e natural. Com o passar do tempo apareceram outras designações variantes das quatro vertentes citadas ou denominações recentes de uso restrito. Tais como, método Lemaire-Boucher, permacultura, ecológica, ecologicamente apropriada, regenerativa, agricultura poupadora de insumos e renovável. Nos anos 1970, o conjunto dessas vertentes passaria a ser chamado de agricultura alternativa. Em seguida, o termo agricultura orgânica passou a ser comumente usado com o sentido de agricultura alternativa. O texto da Lei 10.831, de dezembro de 2003, considera como sistema orgânico de produção agropecuária todo aquele em que se adotam técnicas específicas, mediante a otimização do uso dos recursos naturais e socioeconômicos disponíveis e o respeito à integridade cultural das comunidades rurais. O objetivo é garantir a sustentabilidade econômica e ecológica, a maximização dos benefícios sociais, a minimização da dependência de energia não-renovável, empregando, sempre que possível, métodos culturais, biológicos e mecânicos, em contraposição ao uso de materiais sintéticos, a eliminação do uso de organismos geneticamente modificados e radiações ionizantes, em qualquer fase do processo de produção, processamento, armazenamento, distribuição e comercialização, e a proteção do meio ambiente. O conceito de sistema orgânico de produção agropecuária e industrial abrange os denominados: ecológico, biodinâmico, natural, regenerativo, biológico, agroecológicos, permacultura e outros que atendam os princípios estabelecidos na Lei 10.831

Quais são os princípios dos sistemas orgânicos de produção?

I - Contribuição da rede de produção orgânica ao desenvolvimento local, social e econômico sustentáveis;
II - Manutenção de esforços contínuos da rede de produção orgânica no cumprimento da legislação ambiental e trabalhista pertinentes na unidade de produção, considerada na sua totalidade;
III - Relações de trabalho baseadas no tratamento com justiça, dignidade e eqüidade, independentemente das formas de contrato de trabalho;
IV - Incentivo à integração da rede de produção orgânica e à regionalização da produção e comércio dos produtos, estimulando a relação direta entre o produtor e o consumidor final;
V – Produção e consumo responsáveis, comércio justo e solidário baseados em procedimentos éticos; VI - Desenvolvimento de sistemas agropecuários baseados em recursos renováveis e organizados localmente;
VII - Inclusão de práticas sustentáveis em todo o seu processo, desde a escolha do produto a ser cultivado até sua colocação no mercado, incluindo o manejo dos sistemas de produção e dos resíduos gerados;
VIII - Oferta de produtos saudáveis, isentos de contaminantes, oriundos do emprego intencional de produtos e processos que possam gerá-los e que ponham em risco a saúde do produtor, do trabalhador ou do consumidor e o meio ambiente;
IX - Preservação da diversidade biológica dos ecossistemas naturais, a recomposição ou incremento da diversidade biológica dos ecossistemas modificados em que se insere o sistema de produção, com especial atenção às espécies ameaçadas de extinção, e a diversificação da paisagem e produção vegetal;
X - Uso de boas práticas de manuseio e processamento com o propósito de manter a integridade orgânica e as qualidades vitais do produto em todas as etapas;
XI - Adoção de práticas na unidade de produção que contemplem o uso saudável do solo, da água e do ar de modo a reduzir ao mínimo todas as formas de contaminação e desperdícios desses elementos;
XII - Utilização de práticas de manejo produtivo que preservem as condições de bem-estar dos animais; o manejo produtivo deve permitir condições onde os animais vivam livres de dor, sofrimento, angústia, em um ambiente em que possam expressar proximidade com o comportamento em seu habitat original, compreendendo movimentação, territorialidade, descanso e ritual reprodutivo. A nutrição dos animais deve assegurar alimentações balanceadas, correspondentes à fisiologia e comportamento de cada raça;
XIII - Incremento dos meios necessários ao desenvolvimento e equilíbrio da atividade biológica do solo;
XIV - Emprego de produtos e processos que mantenham ou incrementem a fertilidade do solo em longo prazo;
XV - Reciclagem de resíduos de origem orgânica, reduzindo ao mínimo o emprego de recursos não-renováveis;
XVI - Manutenção do equilíbrio no balanço energético do processo produtivo;
XVII - Conversão progressiva de toda a unidade de produção para o sistema orgânico.

O que é o equilíbrio ecológico?

Estado ou condição de um ambiente natural ou manejado pelo homem em que ocorrem relações harmoniosas entre os organismos vivos e entre estes e o meio ambiente, ao longo do tempo.

O que é diversidade biológica ou biodiversidade?

Compreende todas as formas de vida do planeta (animais, plantas e microorganismos), suas diferentes relações e funções e os diversos ambientes formados por eles.

Quais as vantagens da biodiversidade?

É responsável pela manutenção e recuperação do equilíbrio e estabilidade dos ambientes naturais e manejados pelo homem. Proporciona o aumento da frequência de reprodução, da taxa de crescimento, do tamanho e da diversidade de organismos vivos num dado espaço; e o consequente surgimento e manutenção de espécies que sustentam outras formas de vida e modificam o ambiente, tornando-o apropriado e seguro para a vida.

Qual a relação e importância da biodiversidade para a agricultura orgânica?

Um dos princípios da produção orgânica é a preservação e ampliação da biodiversidade. A restituição da biodiversidade vegetal permite o restabelecimento de inúmeras interações entre o solo, as plantas e os animais, resultando em efeitos benéficos para o agroecossistema. Entre estes efeitos pode-se citar: variedade na dieta alimentar e de produtos para o mercado; uso eficaz e conservação do solo e da água, através da proteção com cobertura vegetal contínua, manejo da matéria orgânica e implantação de quebra ventos; otimização na utilização de recursos locais; e controle biológico natural.

3 de mar. de 2012

Cartilha sistema PAIS

Observando os tantos esforços que estão sendo realizados tendo em vista a replicação da Tecnologia Social PAIS, divulgamos abaixo para os/as interessados/as a CARTILHA PAIS, elaborada pela FBB/SEBRAE com apoio do Ministério da Integração Nacional. Vejam a cartilha no site abaixo, do MDS.
Esperamos que muitos Agricultores Familiares assumam esta tecnologia e possam produzir alimentos saudáveis para si e outrem.
Boa leitura e ótima aplicação!

25 de fev. de 2012

Produção Agroecológica Integrada e Sustentável: Projetos com a Tecnologia Social PAIS - Etapas

Projetos com a Tecnologia Social PAIS - Etapas

O processo para a implantação de um projeto PAIS requer uma metodologia, de modo a despertar em todos os envolvidos, não só o interesse, mas, sobretudo, o compromisso com uma agricultura alternativa, integrada e sustentável.
Algumas pessoas tem interrogado como fazer para implantar o projeto PAIS em sua comunidade.
Para efeitos de organização, podemos enumerar alguns passos, mediante as experiências vivenciadas, cuja literatura já encontramos espalhadas aqui na internet.
- O primeiro passo é a elaboração de um projeto para a captação de recursos. Este projeto pode ser subsidiado por um diagnóstico sobre a realidade local, regional, sobretudo, quando se almeja um projeto maior, tendo em vista não só a segurança alimentar, mas a questão da comercialização, obedecendo critérios e legalidade para isso.
- Concomitantemente, a comunidade deve ser sensibilizada, buscando-se as parcerias e o desenvolvimento de uma "cultura de cooperação" entre os envolvidos.
- Aprovado o projeto, vem a compra dos equipamentos e materiais necessários para a montagem das unidades.
- Capacitação e formação dos envolvidos e dos agentes multiplicadores da tecnologia social PAIS.
- Uma preocupação é a formação/fortalecimento das organizações dos Agricultores Familiares, através de associações, cooperativas...
- Instalação, de preferencia, em mutirão, das unidades, exercitando a cooperação e o associativismo...
- Ao mesmo tempo, deve-se capacitar os agricultores familiares nas técnicas em agroecologia, uso sustentável do meio ambiente, gestão de empreendimentos, comercialização, beneficiamento da produção, etc...
- Buscar parcerias, identificar os mercados, canais de distribuição e comercialização.
- Incentivar e gerar oportunidades para expansão do mercado, através das feiras agroecológicas, participação em feiras livres, entrega dos produtos em supermercados, hotéis, restaurantes, etc.
Estes são alguns passos. O mais importante, porém, é com tudo isto se gerar uma mentalidade de participação, partilha, cooperação e associativismo, gestão partilhada, etc... 
E o mais importante ainda e prover a segurança alimentar  das famílias e de suas comunidades, gerando renda e melhores condições de vida.

11 de fev. de 2012

Sobre a tecnologia social PAIS

O Brasil ainda é um dos países onde a concentração de terra e de renda é por demais altíssima.
A estrutura fundiária concentrada nas mãos de poucos, a ausência de políticas agrícolas e agrária, as tecnologias  inadequadas e inacessíveis, bem como a falta de crédito, levou grande parte da nossa população a sofrer com o empobrecimento, sobretudo no campo, acarretando o êxodo rural e a favelização das cidades, o que consequentemente, tem desembocado na crescente violência e insegurança nos centros urbanos e até mesmo na área rural.
Nosso país ainda é a terra dos contraditórios. Enquanto ocupa o VI lugar no ranking mundial, somos ainda campeões no índice de analfabetismo, mortalidade infantil, desrespeito ao meio ambiente com tudo o que há de mais nojento, desde os desmatamentos, queimadas, contaminação dos solos e das águas por agentes químicos, poluição da atmosfera, etc...
A ganância de poucos concentra riquezas e distribui miséria e exclusão social...
Por outro lado, não podemos negar que há uma preocupação constante com esta realidade. A partir disso, foram surgindo e se firmando algumas tecnologias sociais. Tecnologia social "é todo produto, método, processo ou técnica criados para solucionar algum tipo de problema social com simplicidade, baixo custo fácil aplicabilidade e impacto social comprovado".
Dentre estas Tecnologias, queremos destacar aqui a Tecnologia Social PAIS (Produção Agroecológica Integrada e Sustentável), como uma das formas e métodos que podem ajudar às famílias dos agricultores familiares a produzirem um novo modelo de vida no campo e nas cidades.
A Tecnologia PAIS não trata somente de um processo produtivo, sem veneno e sem químicos, mas leva o agricultor familiar a uma nova visão sobre a natureza, o cuidado com o meio ambiente como um todo, atacando em primeira mão a necessidade em relação à segurança alimentar destas famílias, bem como gerando renda e jogando no mercado produtos limpos, sadios e saudáveis...
Este modelo, leva em consideração o re-aprendizado de práticas antigas que garantem o equilíbrio da vida da propriedade sem insumos externos caros e que contaminam e estragam o meio ambiente.
Aliado ao modelo de produção, a Tecnologia PAIS quer despertar também nas famílias de agricultores a necessidade de organização para o gerenciamento dos seus empreendimentos, de forma mais colegiada possível, associativa e cooperada. Este modelo, busca mediar conflitos, superar ganâncias e gerar uma vida mais comunitária, integrada não somente entre as pessoas, mas destas com o meio onde se vive.
Deste modo, a PAIS é "um sistema de produção orgânica de hortaliças, frutas e criação de pequenos animais, dispostos numa mesma área e de forma circular e tendo como pressupostos a racionalização dos recursos" objetivando "a sustentabilidade econômica e ecológica, a maximização dos benefícios sociais e a minimização de energia não renovável".

O técnico Gecinaldo nos mostra um pé de alface orgânico colhido na unidade PAIS 
da agricultora familiar, dona Aparecida (Moreno/PE)

Esta tecnologia leva em consideração métodos culturais, biológicos e mecânicos em contraposição à agricultura tradicional que tem ajudado a contaminar os solos, os recursos hídricos e o meio ambiente com o uso de sintéticos/químicos e que utiliza também organismos geneticamente modificados e radiações nos processos produtivos.
A Tecnologia Social PAIS é, pois, uma oportunidade para ajudar no processo de fixação do homem/mulher no campo, de forma sustentável e integrada ao meio ambiente, gerando renda e oportunidades de vida. Por outro lado, este modelo se estende e se ramifica na cidade, na área urbana, levando mais vida, no sentido de um consumo saudável, sem prejuízo à vida.

Encerramento da capacitação em agroecologia, no Assentamento Jussara (Moreno/PE)

Deste modo, queremos incentivar os Gestores Públicos, Ong's, Igrejas, Empresas, Sociedade como um todo a, cada vez mais, disseminar esta Tecnologia Social para que assim, aja mais vida no campo e na cidade.

5 de fev. de 2012

PAIS: uma tecnologia social à serviço da agricultura familiar

VIVENDO SEM VENENO E SEM AGROTÓXICOS

Nos últimos anos a TECNOLOGIA SOCIAL PAIS (Produção Agroecológica Integrada e Sustentável) vem ajudando a desenvolver a Agricultura Familiar em todo o Brasil.
Esta tecnologia foi inspirada nas experiências de pequenos produtores que vinham buscando desenvolver uma agricultura sustentável, sem uso de venenos e nem de agrotóxicos e que tinham a preocupação de preservar o Meio Ambiente. Deste modo, o modelo busca,  a partir de técnicas bastante simples e conhecidas pelo agricultores, reduzir o uso e a dependência de insumos externos à propriedade, diversificando a produção, utilizando com eficiência e racionalização os recursos naturais/hídricos de forma harmônica e sem agredir a natureza.
A Tecnologia PAIS (Produção Agroecológica Integrada e Sustentável) foi idealizada e aperfeiçoada pelo engenheiro agrônomo senegalês Aly Ndjai que junto ao SEBRAE, FUNDAÇÃO BANCO DO BRASIL, MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL e outros parceiros e atores dispersou o projeto por todo o país (SEBRAE, 2006).

Aly Ndjai (criador da Tecnologia PAIS) entregando o certificado de participação a Adilson 
no encerramento da  capacitação PAIS na UDB/EMATER, Bragança/PA(07/10/2011)


A EXPERIÊNCIA

A Tecnologia PAIS consiste na implantação de hortas(de forma orgânica), com canteiros circulares, tendo ao centro um galinheiro, com a finalidade de facilitar a produção e dispor de material orgânico para a mesma. A irrigação é feita por gotejamento,  tendo em vista não só economizar água, mas evitar desperdícios e deterioramento dos solos, tornando-se assim,  uma alternativa viável para a agricultura familiar,  sobretudo a população fixada no semi-árido brasileiro.
A orientação e exigência para a adesão a esta tecnologia é o compromisso dos agricultores pelo não uso de venenos e nem de agrotóxicos, capacitando o público alvo para a produção dos seus próprios defensivos naturais para o combate às possíveis pragas e doenças que por ventura surjam ao longo da produção.
O próprio modelo de produção já leva à propriedade a um certo equilíbrio e daí, não há necessidade natural de combate a estas pragas/doenças.
Orienta-se também para que a propriedade tenha uma área denominada de "quintal agroecológico", onde devem ser cultivadas mudas frutíferas, de forma diversificada, servindo também  de "pasto para as galinhas" criadas na unidade.

CAPACITAÇÃO

A primeira iniciativa para a implantação de um projeto deste tipo é a SELEÇÃO DOS AGRICULTORES FAMILIARES (levando em consideração alguns critérios, como por exemplo:  aptidão dos mesmos para assumir a Tecnologia PAIS; compromisso dos membros da família com o desenvolvimento da Tecnologia; condições técnicas do terreno como tipo de solo, proximidade de fonte de água, etc...) que devem ser capacitados a partir do repasse da Tecnologia PAIS. Em geral, esta capacitação tem uma carga horária de 32 horas, sendo que no primeiro dia ela acontece em "sala de aula", para o repasse de informações sobre agroecologia, agricultura orgânica, história do projeto, objetivos, etc.
A partir do segundo dia a capacitação é realizada "em campo" com "aulas práticas", em forma de mutirão, para assim, ao término, ter uma unidade PAIS totalmente implantada.

Capacitação da TS PAIS em Bragança/PA (03-07/10/2011)

A montagem da unidade PAIS segue, mais ou menos, a seguinte ordem:
1. Escolha do terreno, escolha do local e fixação da base e instalação da caixa d'água;
2. Preparação do solo/canteiros circulares, construindo-se ao centro o galinheiro com o túnel para o quintal agroecológico;
3. Instalação do sistema de irrigação;
4. Seleção das culturas e plantio das hortaliças;
5. Marcação e coveamento/plantação do quintal agroecológico, etc.

Construção do galinheiro e canteiros circulares/UDB/EMATER-Bragança/PA(03-07/2011)

Preparação do Quintal Agroecológico - UDB/EMATER - Bragança/PA (03-07/10/2011)

Técnicos que participaram da Capacitação - UDB/EMATER - Bragança/PA (03-07/10/2011)

RECURSOS / OBTENÇÃO DE MATERIAL

O material utilizado para a montagem das unidades pode ser custeado pela PREFEITURA MUNICIPAL / ONG'S, através de recursos próprios ou de Convênios/Contratos de Repasse com organizações como por exemplo, a FUNDAÇÃO BANCO DO BRASIL, com o SEBRAE, MDA, MDS, PETROBRAS, etc. O agricultor/a familiar dá a sua "contrapartida" através da destinação de 0,5 ha de sua propriedade, mão de obra (que pode ser em mutirão) para a montagem da Unidade, a cobertura do galinheiro (que pode ser de palha de coqueiro, capim ou mesmo de telha que por ventura a família disponha em sua propriedade...) e, às vezes, até mesmo as aves (10 galinhas e um galo).

PASSOS PARA A IMPLANTAÇÃO DE PROJETOS PAIS NO MUNICÍPIO:

- Diagnosticar os agricultores familiares e comunidades que têm aptidão para assumir a tecnologia PAIS, observando-se os critérios para a seleção das famílias;
- Adquirir o material necessário para a implantação das Unidades Familiares PAIS e implantá-las em parceria com as famílias envolvidas (mutirão);
- Capacitar os Agricultores familiares e demais multiplicadores na tecnologia PAIS, bem como nos temas relacionados (agroecologia, empreendedorismo e gestão, associativismo, comercialização, etc);
- Apoiar tecnicamente os agricultores familiares no processo como um todo, desde a implantação até a comercialização (passando também pela questão do beneficiamento dos produtos de suas propriedades - sobretudo das frutas -  incluindo a sua legalização), por um período mínimo de 24 meses, incluindo a aí todo o processo de comercialização e criação de uma pessoa jurídica capaz de fazer este processo, caso os mesmo não a tenham.

RELAÇÃO PAIS X MERENDA ESCOLAR

Cada município pode destinar recursos para a implantação deste projeto tendo em vista o fornecimento dos 30% da merenda escolar que, por força da Lei,  o município deve adquirir dos próprios agricultores familiares.
Além disto, a Prefeitura pode incentivar a comercialização destes produtos advindos das Unidades PAIS destinando espaços apropriados para a comercialização de orgânicos, quer em feiras livres semanais, quer em feiras específicas de orgânicos em seu município, além do "Compra Direta"/PAA, etc.

PRODUÇÃO ORGÂNICA/AGROECOLÓGICA: 

“Estima-se que este “modelo”(produção orgânica) vem crescendo a cada ano, numa proporção de 20%, aproximadamente, pela demanda, a partir da consciência da população no que diz respeito a uma alimentação de qualidade e mais saudável”

CONTATOS:
Consultoria: Francisco Adilson da Silva
End: Rua Extremoz, 07 – Nova Parnamirim – CEP: 59.152-543 – Parnamirim/RN
Fones: (84) 8864-7389 (84) 9609-9059
Email: adilson.cta@gmail.com

"Volenti nihil difficile"